Daniel Seabra é antropólogo e docente na Universidade Fernando Pessoa desde 1997.
Doutorou-se em Ciências Sociais, com especialidade em Antropologia Social e Cultural, pela Universidade de Lisboa, tendo obtido este grau em 2009 com a tese intitulada «Claques Portuenses: Um Estudo de Grupos Organizados de Adeptos de Futebol em Contexto Urbano». Esta tese foi classificada com nota máxima, com louvor e distinção, por unanimidade dos seis elementos do júri.
Concluiu o mestrado em Antropologia na Universidade do Minho com a dissertação «Mágico Porto Vence por Nós» — Um Estudo Antropológico de uma Claque de Futebol. Esta dissertação teve a nota máxima, por unanimidade dos cinco elementos do júri.
A sua licenciatura em Antropologia, pela Universidade Fernando Pessoa, foi concluída com a monografia «Ultras em Boca de Cena», à qual foi atribuída a nota de 18 valores.
Investiga claques de futebol, movimento ultra, hooliganismo, estilo casual e violência associada ao desporto em Portugal desde 1992, com décadas de observação participante em grupos organizados de adeptos. Esta investigação enquadra-se sempre na Antropologia, disciplina que permite uma compreensão, interpretação e explicação mais amplas dos fenómenos sociais estudados.
Coordena o Observatório da Violência Associada ao Desporto (ObVD) e integra, como membro efetivo, o Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais CICS.NOVA e o Observatório Permanente Violência e Crime. É também membro do Conselho Científico do Panathlon Clube de Lisboa.
Autor do livro «Claques de Futebol: O Teatro das Nossas Realidades» (Edições Afrontamento, 2019), participou ainda no projeto internacional A Companion to Christianity and Sport in Europe and North America (19th-21st centuries), da Faculdade de Teologia e Estudos Religiosos da Universidade Católica de Lovaina, Bélgica.
É voz regularmente consultada pela imprensa portuguesa e internacional.
«Sempre verifiquei no Daniel Seabra as qualidades necessárias a um bom investigador: empenho absoluto nos projectos que desenvolvia, capacidade intelectual e honestidade científica.»
«A sua pesquisa é o resultado de um processo longo que possibilitou tornar-se uma referência, senão a referência, na investigação sobre claques em Portugal.»
«Possui elevadas qualidades de trabalho e um entusiasmo contagiante pela pesquisa e pela inovação teórica e metodológica.»
«Testemunho as qualidades científicas evidenciadas por Daniel Seabra, nomeadamente no rigor das análises etnográficas desenvolvidas sobre um objecto de pesquisa pouco investigado entre nós.»
«Perfila-se como um antropólogo com elevadas capacidades, designadamente uma forte motivação na pesquisa, uma boa preparação antropológica e uma fina sensibilidade para o tema de pesquisa.»
Como coordenador científico do Observatório da Violência Associada ao Desporto (ObVD), da Fundação Fernando Pessoa, Daniel Seabra acompanha e estuda os fenómenos de violência em contexto desportivo em Portugal, promovendo encontros, colóquios e ações de formação.
O seu trabalho tem sido apresentado regularmente em congressos e conferências internacionais, reforçando o diálogo entre a investigação portuguesa sobre claques e violência no desporto e a comunidade científica internacional. É vogal da direção da Secção de Sociologia do Desporto da Associação Portuguesa de Sociologia.
O seu trabalho é reconhecido tanto por entidades públicas como pela comunicação social, que o consultam regularmente como referência sobre claques de futebol e violência associada ao desporto em Portugal.
Ao longo de mais de três décadas de investigação, Daniel Seabra publicou livros, capítulos e artigos científicos sobre claques de futebol, movimento ultra, hooliganismo, estilo casual e violência associada ao desporto em Portugal. Estas obras foram editadas em Portugal e no estrangeiro, por editoras de referência como a Routledge, as Edições Afrontamento e o Comité Olímpico de Portugal, e incluem o livro de referência «Claques de Futebol: O Teatro das Nossas Realidades» (Edições Afrontamento, 2019).
«Quem a lê, fica a dispor de uma informação de riqueza excecional.»
Sobral afirma que o livro constitui uma abordagem riquíssima do universo das claques, inserindo-as no contexto mais amplo do fenómeno desportivo. Sublinha ainda que a obra resulta de um longo esforço científico, iniciado já na dissertação de mestrado do autor, e destaca o modo como este nunca deixa de reconhecer a dignidade humana dos membros das claques que retrata.
«Este livro é, sem dúvida, um elemento essencial e único...»
Baía destaca que a obra aborda, de forma isenta e minuciosa, a realidade complexa e multifacetada das claques portuenses. Considera, por fim, que se tornará uma referência não só em Portugal, mas em todo o mundo.
«Merece leitura atenta. Merece reflexão calma posterior.»
Freitas Lobo define a obra como um livro sobre a vida, escrito por um estudioso do comportamento humano e da exteriorização das massas. Considera que nos conduz por esse universo através de alguém que o conhece bem, sem nos deixar sozinhos ou perplexos perante ele.
Em breve, textos de opinião sobre a atualidade.
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